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Fontes de
Energia

A Maior Variedade de Fontes de Energia para o seu
Computador

A WAZ Hardware Store oferece hoje mais de
50 diferentes modelos
de fonte de energia de qualidade para o seu
computador. E esta seleção tem grandes nomes como
Enermax, Antec, Corsair, Silverstone, Huntkey, OCZ, Seventeam
e Thermaltake.
Veja a lista completa aqui.
Hoje a fonte de energia tem lugar de
destaque na lista de compra,
principalmente pela necessidade de uma energia
estável, de boa qualidade (sem transientes e outros
sinais que podem comprometer o funcionamento do
computador) e disponível a qualquer momento para
o seu computador, além da busca por silêncio e
economia.
Neste artigo, respondemos algumas
dúvidas comuns e explicamos alguns termos para que
você possa fazer uma escolha certa na compra de sua
próxima fonte.
Mas o que a fonte do meu computador faz?
A fonte de alimentação do computador é projetada
para transformar as tensões comuns da rede elétrica
em níveis compatíveis com os requerimentos dos
componentes. A fonte de alimentação converte a
tensão alternada (AC) em tensões contínuas (DC ou
VDC), para alimentar os componentes do seu
computador.
Qual o padrão da minha fonte?
Depende da sua placa mãe e também do gabinete que você usa. Atualmente
o padrão para desktops é o ATX12V (visto que a maioria
dos gabinetes e placas mãe suporta somente este padrão), mas
existe também os padrões ATX, SFX12V e TFX12V (para
gabinetes compactos) e EPS
(normalmente para servidores ou estações gráficas),
para citar os mais comuns. Para não ter problemas na
hora da compra, se você não conseguir identificar o
padrão da
sua fonte, aconselhamos a você trazer a fonte ou seu
computador para que nossos consultores possam lhe
informar corretamente o padrão.
Outro detalhe é que dentro de um padrão, como o ATX12V,
temos várias revisões. Uma das mais atuais e
utilizadas é a ATX12V v2.2.
Para mais detalhes, acesse este
link.
O que é Eficiência?
É um dos principais itens que aconselhamos a você,
consumidor, verificar na sua nova fonte.
A fonte converte energia (AC > DC), mas infelizmente esta
conversão não é perfeita, pois vários componentes
presentes na fonte, tais como capacitores e diodos
apresentam perdas durante sua operação. Até mesmo
nos cabos há perda de potência. Se fosse perfeita, a
eficiência da fonte seria de 100%. Um exemplo: A
cada 100W que a fonte puxasse da tomada, 100W seriam
entregues ao sistema.
Como a conversão não é perfeita, o que
acontece com a parcela que não é transformada em
energia para o seu sistema? Ela é praticamente toda
transformada em calor. Ou seja, se uma fonte
tem eficiência de 50%, então para cada 100W que ela
"puxa" da tomada, 50W são realmente entregues para o
sistema e os demais 50W são transformados em calor.
Para gerar os mesmos 100W para o sistema, a fonte com
50% de eficiência teria que puxar 200W da tomada.
Portanto, quanto maior a eficiência
da fonte, menor será o gasto com
energia elétrica porque menos energia AC será consumida pela fonte. Além disso,
com menos calor sendo dissipado no interior de seu
gabinete, o sistema como um todo tende a operar de
modo mais estável.
Dependendo da eficiência
da fonte e o uso do sistema, a economia é grande. Como exemplo, vamos ver o quanto uma fonte com alta
eficiência economizaria em relação a uma fonte de média eficiência durante um
determinado período.
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Modelo |
Eficiência |
Consumo da tomada se o sistema necessita
de 300W |
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Fonte 1 |
80% |
375W |
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Fonte 2 |
65% |
461,5W |
Se o seu
computador funciona 4 horas por dia:
A fonte 1 vai consumir
(@ 300W): 4 (horas) x 375 =
1,5KW
A fonte 2 vai consumir (@ 300W): 4 (horas) x 461,5 =
1,846KW
Durante um ano, a fonte 1
consumirá 12 (meses) x 30 (dias) x 1,5KW = 540KW
Durante um ano, a fonte 2 consumirá 12 x 30 x 1,714KW =
664,5KW
Neste
tempo, a fonte 1 economizou 664,5 – 540 =
124,5KW
Usando o preço da
Cemig (distribuidora de energia em MG) para consumidor residencial
(preço base do primeiro trimestre de 2007), temos que 124,5KW x R$0,65 =
R$80,92
(por ano)
Em três anos, a economia é de
R$242,76
Se o seu
computador funciona 15 horas por dia:
A fonte
1 vai consumir (@ 300W): 15 (horas) x 375 = 5,625KW
A fonte 2 vai consumir (@ 300W): 15 (horas) x 461,5 = 6,922KW
Durante
um ano, a fonte 1 consumirá 12 (meses) x 30 (dias) x 5,625KW = 2.025KW
Durante um ano, a fonte 2 consumirá 12 (meses) x 30
(dias) x 6,922KW =
2.492KW
Neste
tempo, a fonte 1 economizou 2.492 – 2.025 = 467KW
Usando
o preço da Cemig (distribuidora de energia em MG) para consumidor residencial
(preço base do primeiro trimestre de 2007), temos que 467KW x R$0,65 =
R$303,55
(por ano)
Em três
anos, a economia é de R$910,65
Com isso podemos ver que escolher uma fonte
com alta eficiência (>80%) é altamente benéfico para
você consumidor (e para o meio ambiente também). Apesar
do investimento ser maior, será pago ao longo do ano (ou
melhor, não será "pago" devido à economia na conta de
energia). Outra vantagem é que normalmente as fontes de
alta eficiência também oferecem menor ruído e aquecem
menos o ambiente.
E não se esqueça que nem estamos colocando neste
comparativo as fontes genéricas (ou de baixa qualidade)
que encontramos no mercado brasileiro. Além do
fabricante não informar a eficiência, nem testes feitos
por instituições ou pela mídia especializada são
encontrados.
Você deve estar se perguntando: Quais fontes têm
eficiência de pelo menos 80%? Bom, olhando diversos testes feitos
pela mídia especializada, podemos indicar alguns modelos
como: Corsair VX / HX / TX, Silverstone Zeus 750W /
850W e Element ST-50EF-Plus e Enermax Liberty e Galaxy.
Aliás, a preocupação com a eficiência da fonte está tão
grande que originou a criação de um programa denominado
80Plus. As fontes certificadas recebem um selo que
facilita a identificação pelo consumidor. Para maiores
detalhes, acesse o site
80Plus.
Uma fonte
de energia mais potente significa que pagarei mais na
minha conta de energia?
Este é o maior mito de todos. É importante
entender que a fonte de energia somente vai fornecer a potência que o sistema
requer, e nada mais. Se o seu sistema tem uma fonte de 400W e em determinado
momento este sistema somente requer 250W, a fonte somente vai fornecer 250W.
Se você trocar a sua fonte de 400W para uma de 600W
(o upgrade faz sentido, pois existem várias vantagens em se usar a fonte em um
percentual abaixo de sua capacidade máxima), o que indicará se você vai
gastar ou não mais energia é a EFICIÊNCIA da fonte. E se nesse exemplo ambas as
fontes tivessem a mesma eficiência declarada pelo
fabricante, com a de 600W você muito provavelmente
gastaria menos energia e o sistema operaria com
temperaturas inferiores porque a eficiência de uma fonte
não é linear. Ou seja, quanto maior a potência consumida
de uma fonte, menor será sua eficiência. Para entender
isso, basta fazer um cálculo simples. Supondo que o
computador esteja consumindo 300W, enquanto a fonte de
400W estaria fornecendo 75% de sua potência total, a
fonte de 600W forneceria apenas 50%. Fica claro,
portanto, que a maior "folga" do modelo de 600W lhe
permitirá operar com uma maior eficiência. Aliás, desde
a revisão 2.0 que a especificação do padrão ATX12V
recomenda aos fabricantes o desenvolvimento de projetos
que garantam uma eficiência mínima de 77% em potência
máxima e 80% com 50% de utilização.
O que é a
temperatura de operação de uma fonte?
Pode-se
dizer que um dos maiores fatores limitantes de uma fonte
é a temperatura de operação.
Quando os componentes da fontes esquentam, sua
eficiência começa a diminuir abaixo do nível desejado ou
especificado e as tensões também podem diminuir abaixo
dos níveis mínimos do padrão ATX (variação permitida de
±5% nas tensões positivas e de ±10% nas tensões
negativas).
Essencialmente, poder tirar mais "suco" da fonte é
similar à linha de pensamento quando fazemos overclock
no processador. Você não consegue overclockar um
processador se não conseguir manter baixa
a sua temperatura, e você não vai conseguir energia
estável e de boa qualidade se a sua fonte esquenta facilmente e não
suporta altas temperaturas. A vantagem dos processadores
é que há sistemas de proteção que podem reduzir a sua
velocidade, mas e a fonte? Se ela não suprir a energia
que o sistema demanda, ou este trava ou irá desligar. E
se estivermos falando de fontes genéricas, cujos
sistemas de proteção são deficientes, alguns de seus
componentes podem ser danificados irreversivelmente e
até queimar a placa mãe ou algum periférico do
computador.
O efeito da temperatura no desempenho da fonte de
alimentação é chamado de Curva de Degradação (Derating Curve). Quanto mais
quente a fonte fica, menor será sua capacidade de
fornecer energia.
Normalmente a Curva de Degradação é medida em Watts por grau.
Por exemplo: "2W por 2ºC" seria a taxa de
degradação. O que
isto significa? Que uma fonte com potência sustentada
definida em 500W @ 20ºC, conseguirá suprir menos 2W de
energia a cada 2ºC que tiver de aumento na temperatura.
Então, @ 50ºC, a potência sustentada máxima seria de
470W (2ºC x 30).
Um
detalhe é que a Curva de Degradação aplica-se somente à
temperatura de operação recomendada para uma fonte.
Assim que se vá além da temperatura de operação
recomendada, digamos 70ºC, a Curva de Degradação aumenta
exponencialmente (claro, depende também do projeto dela).
Infelizmente a Curva de Degradação de uma fonte de
alimentação não é normalmente informada pelo fabricante.
Um bom exemplo são as curvas que a fabricante
PC Power and Cooling publica em relação às suas fontes
da família Turbo-Cool 510 (como na figura abaixo).

Fonte:
PC Power and Cooling
Na figura é possível ver que não se deve comparar, por
exemplo, fontes que têm operação confirmada @ 50ºC com
fontes @ 25ºC. Veja que com o aumento da temperatura de
operação, a potência fornecida cai bastante.
Imagine por exemplo, uma fonte de energia com
temperatura de operação máxima de 25ºC. Não é tão
difícil atingir este valor, afinal, em várias
cidades no Brasil a temperatura ambiente média é
maior do que 25ºC. Se a temperatura ambiente é 25ºC, imagine
a temperatura dentro da fonte: É maior, correto? Com
isso a sua fonte sempre irá trabalhar fora da
especificação, fazendo com que menos potência do que
a anunciada na etiqueta seja atingida. Já com uma
fonte com limite de operação a 50ºC, você terá muito
mais segurança de operar dentro da faixa permitida e
ter a potência anunciada pelo fabricante.
Uma fonte com duas ou mais linhas de 12V é melhor?
Conforme os processadores foram
evoluindo com a integração de centenas de milhões de
transistores e operando em maiores frequências, mais
corrente elétrica passou a ser necessária. Devido a isso
houve uma mudança em sua tensão de alimentação: a fim de
minimizar as perdas de potência durante a distribuição,
a tensão de +5V foi substituída pela de +12V.
Outro aspecto importante é a existência de uma
regulamentação de segurança, feita por vários órgãos
internacionais (UL 1950/CSA950 e EN 60950/IEC 950), que
limita em 240VA a potência de um circuito empregado em
equipamentos elétricos de uso doméstico.
Pela equação de potência P = V x I, deduzimos que neste
caso a máxima corrente permitida é de 20A. Foi por isso
que há alguns anos atrás, ao prever que o consumo total
na linha de +12V excederia esse valor, a Intel alterou a especificação ATX12V
e passou a recomendar aos fabricantes de fontes a
utilização de múltiplas saídas de +12V
Daí temos
hoje fontes que normalmente tem duas linhas de +12V (12V1
e 12V2), enquanto algumas chegam a ter 5 linhas de +12V.
E normalmente cada uma dessas linhas não oferece mais de
18A (os 2A a menos ficam como margem de segurança).

Em relação à distribuição das
saídas de +12V, normalmente a +12V2 fica reservada
para o processador, a +12V1 para os conectores Molex
e o ATX24 da placa mãe, enquanto as demais para as
placas de vídeo PCI-Express. É importante destacar,
contudo, que nem todos os fabricantes seguem essa
organização na íntegra.
Um problema é que as linhas de +12V normalmente oferecem
uma potência combinada bem menor do que a soma da
potência máxima de cada linha (utilizada
individualmente). Ou seja, se uma fonte tem duas
linhas de +12V com cada uma podendo oferecer até 15A, se utilizadas ao mesmo tempo as duas linhas
não irão fornecer 30A, mas sim um valor
inferior. Um dos motivos é que um mesmo circuito
gera a energia para as múltiplas linhas.
Mas se um fabricante de fontes quiser, pode criar uma
fonte que consiga suprir até 80A (ou mais) numa única linha de
+12V. O máximo que irá acontecer é que ele não poderá
dizer que a sua fonte é do padrão ATX12V v2.2 (pois não
tem linhas de +12V com no máximo 20A). Um exemplo é a
fonte Olympia da Silverstonetek.
A fonte de
energia sempre fica ligada?
Uma
fonte de energia ATX está sempre "ligada", mesmo quando
parece estar desligada. Opa, vamos explicar melhor.
Quando a fonte está ligada na tomada e o botão
liga/desliga da fonte está na posição liga, a fonte já
está ligada e funcionando, mesmo que o seu computador não esteja. Se a
sua fonte não tiver botão liga/desliga, então no momento
que você ligá-la na tomada ela já estará funcionando.
A linha +5VSB (+5V StandBy) está sempre ligada,
fornecendo corrente para a sua placa mãe. Por isso, se a
sua placa mãe tiver um led indicador, ele estará acesso.
É por esse motivo também que o CMOS (facilitando: O
Bios) mantém as
configurações mesmo se não tiver bateria na placa mãe,
ou se você quiser utilizar a tecnologia WOL (Wake On
Lan), você
conseguirá.
O conector
ATX20/24 da minha fonte veio sem um
fio.
O
que normalmente acontece é o seguinte:
Devido à atualização tecnológica, a linha de -5V que era
fornecida pela fonte antigamente já não é mais
necessária nos novos sistemas. Por isso a linha de -5V
foi removida das especificações ATX mais atuais. No
conector ATX de 20 ou 24 pinos, um fio apenas era
responsável por levar a energia da linha de -5V para a
placa mãe.

Se a fonte não fornece mais a
linha de -5V, por que então o fabricante vai
continuar utilizando um fio para esta linha? Por
isso a maioria das fontes ATX que não fornece -5V
vem sem um fio no conector ATX20/24 (como na foto
acima).
O que é
PFC?
Diferente do que muitos da área de
informática dizem ser, o PFC não é a Eficiência da Fonte
(como discutimos anteriormente nesta página). A sigla
PFC vem de Power Factor Corretion (Correção do Fator de
Potência) e é um tópico bem mais complexo. Para entender
melhor o que é PFC e quais são suas vantagens, indicamos os
seguintes artigos:
Wikipédia:
Fator de Potência
Fórum PCs:
Correção do Fator de Potência: Uma Visão Clara
Agradecimentos
A WAZ Hardware Store agradece a
colaboração de Fernando Ramos da Silva, editor da
revista
PC & CIA.
Qualquer dúvida,
entre em contato conosco. |